Notícias

Últimas Notícias

05

nov 2015

STJ fixa teses repetitivas sobre juros em contratos do Sistema Financeiro Habitacional – SFH

Posted by / in Notícias / No comments yet

JUROS FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO
STJ fixa teses repetitivas sobre juros em contratos do Sistema Financeiro Habitacional – SFH

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) firmou o entendimento de que, nos contratos celebrados no
âmbito do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), é vedada a capitalização de juros em qualquer
periodicidade. No entanto, não cabe ao STJ verificar se há capitalização de juros com a utilização da
Tabela Price, por exigir reexame de fatos, provas e análise de cláusula contratual.
O STJ decidiu, ainda, que a lei regente do SFH (Lei n. 4.380/64) não estabelece limitação dos juros
remuneratórios.

O julgamento ocorreu de acordo com o rito da Lei dos Recursos Repetitivos (Lei n. 11.672/08), que
possibilita que uma tese decidida pelo novo sistema seja aplicada no julgamento de todas as
causas idênticas não só no STJ como nos tribunais de segunda instância. A ferramenta reduziu em 20% o número de recursos que chegaram aos gabinetes dos ministros em 2009, em relação ao mesmo período do ano passado.

O relator do recurso, ministro Luis Felipe Salomão, levou as duas questões ao julgamento na Segunda Seção. As teses repetitivas foram aprovadas por unanimidade. O recurso é da instituição bancária contra decisão do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR).

O sistema francês de amortização, chamado de Tabela Price, é um dos sistemas mais usados em contratos de financiamento da habitação e também um dos mais polêmicos. Alega-se que a tabela gera uma evolução não linear da dívida, compatível com cobrança capitalizada de juros. Também se afirma que a prática seria incompatível com o SFH, cuja finalidade é facilitar a aquisição de habitação pela população menos beneficiada.

O ministro Salomão destacou que é possível a existência de juros capitalizados somente nos casos expressamente autorizados por norma específica, como nos mútuos rural, comercial ou industrial. Já os contratos firmados pelo SFH têm lei própria (a lei regente), que, somente em julho deste ano, passou a prever o cômputo capitalizado de juros com periodicidade mensal (alteração dada pela Lei n. 11.977/2009). Até então, destacou o ministro relator, não era possível a cobrança de juros capitalizados em qualquer periodicidade nos contratos de mútuo celebrados pelo SFH.

Entidades ligadas aos consumidores alegam que a utilização da Tabela Price implicaria capitalização de juros. Já as instituições do ramo financeiro negam a ocorrência pelo método. O ministro Salomão concluiu que, para chegar a uma conclusão, não há como analisar uma fórmula matemática única; é preciso analisar cada caso, o que envolve apuração de quantia e perícia. Nessa hipótese, não pode o STJ reexaminar provas, fatos ou interpretar cláusula contratual.

Limitação

Outro ponto contestado no recurso diz respeito à limitação dos juros remuneratórios em 10% ao ano, conforme a lei regente do SFH. Neste aspecto, o ministro Salomão explicou que o artigo 6º, alínea e, somente tratou dos critérios de reajuste de contratos de financiamento previstos no artigo 5º da mesma lei, não estabelecendo limitação da taxa de juros.

Neste aspecto, no caso concreto, a Segunda Seção atendeu ao recurso da instituição financeira e afastou a limitação de 10% ao ano imposta pelo TJPR no tocante aos juros remuneratórios.

Outros dois temas debatidos no recurso foram decididos para o caso concreto, mas não pelo rito dos repetitivos. A possibilidade de cobrança do coeficiente de equiparação salarial (CES) em contratos anteriores à edição da Lei n. 8.692/93 será analisada no julgamento na Corte Especial do Resp 880.026, cujo relator é o ministro Luiz Fux. Já a incidência do Código de Defesa do Consumidor aos contratos celebrados antes de sua vigência foi considerada irrelevante pelo ministro Salomão para a solução do caso concreto, razão por que a sua análise não teve a abrangência da Lei dos Repetitivos.

Please select the social network you want to share this page with:

05

nov 2015

Instituições financeiras devem seguir Código do Consumidor, confirma STF

Posted by / in Notícias / No comments yet

DIREITO DO CONSUMIDOR | CONTRATOS BANCÁRIOS
Instituições financeiras devem seguir Código do Consumidor, confirma STF.

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Eros Grau, confirmou, no julgamento de um recurso, o
entendimento de que o Código de Defesa do Consumidor (CDC) deve ser aplicado às instituições

A ação foi proposta pela Autillus Comércio de Automóveis Ltda,. contra uma decisão do Tribunal de
Justiça de São Paulo (TJ-SP), pela qual o CDC não se aplicaria aos contratos de empréstimo bancário.

O STF decidiu em sentido contrário à esta tese no julgamento de uma ação direta de
inconstitucionalidade, fator levado em conta pelo ministro Eros Grau.

Ao reiterar a sujeição dos bancos ao CDC, o ministro determinou o retorno dos autos ao TJ-SP para
nova análise da apelação da empresa, afastada a premissa de inaplicabilidade do CDC aos
contratos bancários.

Fonte: Agencia brasil
22-09-2009

Please select the social network you want to share this page with: